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Tudo muda

17.07.17

Se tudo muda depois de sermos mães? Sim, para mim tudo mudou porque eu assim o quis e só assim me faz sentido. Se passei a viver em função dos meus filhos como se eles fossem os únicos seres neste mundo? Não! Quis muito ser mãe, amo muito os meus filhos, mas faço questão que eles não sejam o centro do universo porque também só assim me faz sentido.

tudo muda.jpg

No outro dia fomos os 4 passar um fim de semana a Madrid. Lá fomos nós de malas aviadas para uns dias bem passados. Passámos um dia no parque Warner, no outro dia andámos a passear pela cidade naqueles autocarros de turistas Hop On Hop Off e o último dia foi na Piscina do hotel! Foi um fim de semana completamente diferente das outras vezes que já lá tínhamos ido antes dos filhos nascerem ou de qualquer outra viagem que fazíamos quando éramos só dois! Mas atenção que digo isto apenas para constatar o facto a não com saudades de outros tempos. Gosto de aproveitar cada fase da vida, viver as coisas nas alturas próprias e neste momento que sou mãe de dois filhos mais ou menos pequenos gosto que eles façam parte da minha/nossa vida, mesmo que para isso sejam necessários alguns ajustes.

E quando falo em ajustes, não me refiro apenas à parte logística de ser mãe. Refiro-me também e sobretudo às emoções, afectos e sentimentos. E esses não passam à medida que eles vão crescendo! A partir do momento em que fui mãe muitas coisas mudaram em mim, na minha maneira de ser e pensar:

 as minhas prioridades deram uma volta de 180º

 a forma como sinto, vejo e verbalizo o amor é diferente

 passei a ser um espelho das emoções dos meus filhos, quando há algo que os deixa tristes eu também fico triste, mas quando estão felizes eu fico eufórica

 aprendi o verdadeiro significado de multitasking!

 desenvolvi visão nocturna, consigo andar pela casa às escuras e chegar onde quero sem bater em nenhuma parede ou mesa de café

 aprendi a viver com menos horas de sono (esta é um work in progress…)

 descobri que passar a noite no chão do quarto dos filhos não é tão mau se me deitar em cima de um tapete

 aprendi que estar é mais importante que ser ou ter

 a preposição “se” aparece muito mais vezes na minha cabeça

 choro com muito mais frequência de tristeza, mas mais de alegria

 cheguei à conclusão que nunca mais serei a mesma pessoa

 apercebo-me todos os dias que ainda tenho muito para aprender…

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Das coisas mais difíceis de explicar às crianças são as relações de parentesco. Explicar porque é que uns são primos, outros são tios-avós ou mesmo o que são sobrinhos pode ser uma dor de cabeça. Já para não entrar no campo dos cunhados ou das noras… e explicar que a mesma pessoa pode ser ao mesmo tempo sobrinho, filho, primo e neto! Até eu já me perdi na explicação, quanto mais eles…

Agora mais a sério! A família é o primeiro meio onde estamos inseridos socialmente (na maioria dos casos) e isto é de extrema importância. Pois é na família que temos as primeiras experiências afectivas, as primeiras representações, os primeiros juízos e expectativas e onde se aprendem e incorporam os padrões de comportamento, atitudes e valores. Na família sentimos que pertencemos a um lugar, que temos uma história, que fazemos parte de algo. Ajuda-nos a entender de onde vimos e a projectar para onde queremos ir.

As famílias não são necessariamente unidas por laços de sangue. Podem ser unidas por outros laços tão importantes como amor, carinho, respeito e por aí fora. Quer os laços de sangue, que os afectivos ou sociais não são mutuamente exclusivos. No fundo, o que interessa é que as famílias funcionem cada uma à sua maneira e com as suas especificidades e particularidades. Deixemos nos guiar mais pelos afectos e não tanto pela mania de compartimentar e etiquetar as relações e as pessoas.

o livro da família_todd parr.pngSe no fim disto tudo ainda têm dificuldade em explicar a família às crianças, deixo-vos uma sugestão de um livro hilariante e muito explicativo sobre o tema. Vale mesmo a pena, é O Livro da Família, escrito e ilustrado por Todd Parr.

Feliz Dia da Família hoje e… sempre!

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Quiquiriqui

06.02.17

Acho este nome tão engraçado… quiquiriqui! No jardim de infância do filho estão a dinamizar um projecto para quiquiriqui.jpgos pais irem à biblioteca contar uma história. Claro que já lá fui e levei comigo o Quiquiriqui… é um livro adorável que conta a história de um pintainho que pede à mãe que lhe faça um bolo para o lanche. A mãe diz logo que sim, mas que não tem lenha para pôr no forno e por isso pede ao quiquiriqui que vá apanha-la à floresta. Quando o pintainho está na floresta encontra o gato pelado, que mia três vezes por cada bocado, e que o quer comer. Depois de chegarem a um acordo, o gato promete não comer o pintainho se este lhe der metade do bolo. Para saberem o que acontece depois têm que ler o livro, mas posso garantir que é assustador!...

Eu adoro contar histórias e já contei esta mais do que uma vez a grupos de crianças de jardim de infância. Normalmente corre sempre muito bem, mas há sempre umas quantas caras assustadas e outros tantos a agarrar as pernas ou a mão do adulto. Acho muito engraçado mas, sobretudo, importante. Além de todas as outras aprendizagens e experiências que um livro pode trazer às crianças, aquela sobre a que eu quero falar hoje é a possibilidade que dão para experimentar sentimentos.

No seu dia a dia as crianças vivenciam muitos e diferentes sentimentos. Às vezes não conseguem os conseguem perceber ou não sabem como lidar com eles. Além disso, falar de sentimentos com as crianças nem sempre é fácil porque geralmente os adultos não sabem ou não querem falar sobre isso e as crianças muitas vezes não têm maturidade emocional para o fazer. Por isso é importante que as crianças possam vivenciar e experimentar estes sentimentos fora da realidade para depois poder transpor para a realidade. Para isso há poucas situações mais seguras do que um livro.

O livro infantil oferece à criança a oportunidade de conhecer ou reconhecer sentimentos, aprender a actuar sobre eles e com eles. As crianças percebem que não estão sozinhos, que não são os únicos a sentir-se assim e que há formas de lidar de com o que sentem.

Por isso não deixem de contar histórias de todos os tipos e não “saltem” as partes assustadoras pois são normalmente as mais esperadas e igualmente importantes. Além do mais, se a criança já conhece a história e perceber que o adulto “saltou” uma parte, como vão explicar porque o fizeram?...

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