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Já andava com este tema aqui às voltas na minha cabeça e penso que nesta altura em que ainda estamos no início do ano lectivo e das actividades extra-curriculares, o tema vem bem a propósito. Eu ouço imensas famílias a dizer “vou pôr o meu filho a aprender inglês porque é muito importante para o futuro”, “vou pôr na informática porque é o que está a dar”. Não discordo, cada vez mais no mundo de hoje e no do amanhã a criança e futuro adulto precisa de dominar uma série de capacidades e técnicas e sou o mais possível a favor da expressão “de pequenino é que se torce o pepino”.

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MAS (e atenção que é um grande “mas”) criança nenhuma, e futuro adulto, vai conseguir ser completamente feliz e realizado se não tiver as competências mais básicas exigidas a um ser humano, que são competências pessoais e sociais. Por isso eu digo: antes do inglês, dos computadores e lhes exigir as melhores notas da turma, antes de exigir que seja sempre o melhor em tudo, ensinem os filhos a serem melhores pessoas. Essa é a  mais importante aprendizagem que eles podem ter e que lhes vai servir para a vida todas.

Li há uns dias no livro do Eduardo Sá, Querida Mãe, o seguinte e que me fez todo o sentido: “Crianças felizes não se tornam em metas curriculares para os pais. (…) Crianças felizes ligam orgulho, esperança e humildade. São valorizadas por aquilo que fazem bem, são corrigidas sempre que se enganam e repreendidas logo que não tentam. (…) Crianças felizes gerem cabeça, coração, corpo e alma; pais, irmãos, avós, tios e amigos; escola e brincar. Têm dores, têm medos, sonhos e projectos. E tudo isso ao mesmo tempo! Mas não são felizes se precisarem de ‘ser as melhores do mundo’. Para serem felizes, basta que sejam um bocadinho do melhor que há no mundo para quem só lhes quer bem.”

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1 comentário

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De Agora somos 7 a 09.10.2017 às 06:21

Isto é um tema tão complicado! Queremos dar aos nossos filhos aquilo que nos faltou a nós, envolvidos numa sociedade em que se não te destacas abafam-te! Mas concordo claro...ainda esta madruga, numa insónia de 2h, lia uma noticia do livro "pais à maneira dinamarquesa" e sigo com alguma atenção a escola na Finlândia...mas por lá é toda uma envolvente social diferente!

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