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Muito se tem falado ultimamente na alimentação das crianças e no aumento da taxa de obesidade infantil. Sou o mais possível a favor… da alimentação saudável, claro! É um tema actual para o qual todos devem estar atentos e seguir as recomendações dos especialistas. Mas hoje é outro tipo de alimentação que me fez vir aqui escrever umas palavras: a alimentação da auto-estima.

A auto-estima pode ter vários significados que vão variando consoante o contexto e o autor que a define. Após uma breve pesquisa sobre o assunto, a explicação que mais me satisfaz é que a auto-estima é a apreciação que cada um faz de si mesmo. Espera-se que esta seja positiva, pelas mais diversas razões e para evitar um sem número de problemas que não quero (nem é da minha competência) aqui enumerar. O que me apetece falar hoje é sobre a alimentação dessa auto-estima.

Da mesma forma que dizemos “ninguém nasce ensinado”, também podemos dizer que ninguém nasce com auto-estima! É um processo em que se vai adquirindo (idealmente) à medida que vamos crescendo e desenvolvendo, através das experiências que temos e das pessoas com quem contactamos, especialmente ao longo da nossa infância. As crianças vão criando auto-imagens baseadas sobretudo nas interacções com as pessoas significativas que as rodeiam.

Por isso é que eu digo que podemos e devemos alimentar a auto-estima das nossas crianças. Não o façamos através de facilitismos ou de elogios sem significado. De cada vez que uma criança dá um passo ou faz um risco no papel, não vamos dizer que ela faz tudo muito bem ou que é especial e melhor que as outras. Assim só vamos criar totós que acreditam que não precisam de se esforçar ou trabalhar para obter alguma coisa. Cá em casa, por exemplo, levantar a mesa não dá direito a elogios e palmas, dá direito a um agradecimento pois todos colaboram nas tarefas caseiras.

Devemos, isso sim, recompensar com elogios e reconhecimento o verdadeiro esforço, a conquista de algo realmente importante, quer seja ter subido mais um tronco da árvore que nunca tinha conseguido antes ou ter realizado alguma tarefa realmente importante, enquadrada sempre na idade e desenvolvimento da criança. A forma como se critica e o de dizemos é igualmente importante. Corrigir sem humilhar e chamar a atenção sem agressividade, estabelecer limites bem definidos mas justos são também boas ideias para alimentar a auto-estima.

autoestima.jpg

 

Não me interpretem mal: cá em casa sabemos e gostamos de elogiar, não acreditamos no “tough love” e em conceitos tipo “não fazem mais do que a obrigação deles!” Agora, há o elogio fácil e constante que só transmite às crianças a ideia “eu sou tão bom que nem preciso de me esforçar para fazer nada” e há o elogio merecido e feito apenas na hora certa. O último, acredito eu, transmite a mensagem que o esforço compensa, além de alimentar verdadeiramente a auto-estima. É nesse que acreditamos e é esse que praticamos. 

 

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