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Como é que diz aquele anúncio do Danoninho? “A criança ouve a palavra não mais de 100 vezes por dia”. Não.jpgSinceramente nunca me dei ao trabalho de contar o número de vezes que eu própria o digo, mas acho melhor dizer não do que dizer nim… aquela coisa que entre o não e o sim.

Já aqui defendi que temos que ser nós, como adultos a ajudar os filhos a crescer e, entre outras coisas estabelecer limites e balizar os seus comportamentos. Para isso, nada melhor do que aprenderem a ouvir NÃO e lidar com a frustração.

Mas confesso que às vezes tenho o não na ponta da língua e acabo por o dizer, mesmo antes de pensar que podia dizer sim. Outras vezes digo um não muito seguro mas os filhos insistem tanto que acabam por me vencer pelo cansaço. Noutras são o cansaço ou a falta de paciência que levam a melhor de mim e digo que não a coisas que nos outros dias até costumo deixar. Se pensar bem no assunto admito que estas situações os confundem e que não lhes transmitem a segurança de que precisam.

No fundo tudo se resume à coerência. Posso e devo dizer muitas vezes sim, mas quando digo NÃO… então tem que ser não até ao fim. Nunca devo ficar pelo nim!

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No outro dia li um artigo do Daniel Sampaio “os pais não são amigos dos filhos” em que defendia sobretudo que desde os anos 70 e 80 tem havido uma maior aproximação emocional e física entre pais e filhos, o que encara como uma coisa positiva. Mas não deixa de fazer a ressalva que os pais são adultos e é necessário que ajam como tal de modo a que possam exercer a sua autoridade e função parental. Gostei, tal como gosto de quase tudo o que ele escreve. Mas pôs-me a pensar, tal como quase tudo o que ele escreve! 

Fiquei a pensar nas vezes em que digo a brincar (mas ao mesmo tempo muito a sério) que parece que tenho 3 filhos em vez de dois; nas vezes em que tenho que dizer ao pai: ”não tens a idade deles, porta-te bem…”; nas vezes em que digo aos três ao mesmo tempo para se acalmarem, pois são quase horas de ir para a cama. Enfim… se fosse a citar todas as situações, nunca mais daqui saía.IMG_20170320_122913.jpg

De facto considero que somos uns pais “porreiros”, que sabemos acompanhar os filhos, que nos divertimos com eles e eles connosco. Mas também percebi que somos pais bem resolvidos neste assunto das amizades com os filhos. Gostamos de estar juntos, em família, sabemos nos divertir e estar próximos deles. No entanto, não quer dizer que nos esquecemos das nossas outras funções como pais, com tudo o que isso traz de bom e de menos bom.

Concluí que o Daniel Sampaio tinha razão naquilo que dizia. As crianças têm (ou deveriam ter) amigos e amigas da sua idade para brincar, interagir e socializar. Os pais não podem nem devem querer fazer esse papel. Brincar com os filhos, estar emocionalmente e fisicamente próximos deles, mas nunca esquecer do nosso papel e lugar de adultos e pais. Até porque é isso que as crianças esperam e precisam da parte dos adultos!

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dúvidas.jpgo que alguma vez eu aqui tivesse dado respostas, até porque não as tenho! Quando criei esteblog há um ano atrás foi com intenção de partilhar dicas e ideias, desabafar, reflectir, de sentir e fazer sentir que ninguém está sozinho nesta tarefa da parentalidade. Posto isto queria partilhar mais uma ideia. 

É inevitável, não consigo separar a profissional da área da educação da mãe. E às vezes ainda bem. Quando andava a estudar na faculdade para educadora de infância, das primeiras coisas que nos ensinavam era observar, reflectir, avaliar e agir. Sempre em contínuo e não necessariamente por esta ordem. E este ensinamento trouxe directamente da minha vida profissional para a pessoal. Acho que posso dizer que o aplico como mãe. Não me considero super protectora, apenas atenta.

Já dizia o outro: “há uma linha que separa”… neste caso separa o estar atenta e agir, do ser uma mãe ansiosa. Isto já se passou em várias situações com os filhos. Mas o que acontece é que penso que tenho / temos conseguido evitar algumas situações ou não prolongar outras por estar atenta. É injusto falar no singular pois eu e o pai somos uma equipa e trabalhamos como tal. Se na maioria das vezes sou eu, como mãe e como a pessoa que passa mais tempo com eles que detecto as situações, o pai com a sua visão mais analítica ajuda-me a pôr as coisas em perspectiva. É por isso que somos uma boa equipa.

Para mim a parentalidade passa por aí: estar atenta, reflectir sobre os assuntos e que essa reflexão seja motor da minha acção.

Essa é a minha grande questão que trago hoje que nunca posso perder de vista: estou a conseguir estar atenta e actuar no momento certo, mas ao mesmo tempo dar o espaço e tempo necessário aos filhos?

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Boa noite

07.03.17

Eu sou uma pessoa de rotinas, ajudam-me a organizar, embora não ache que seja demasiado rígida ou inflexível. Mas acredito que para as crianças a rotina não é só uma questão de gosto ou preferência. É uma questão de equilíbrio mental e emocional. Faz com que se sintam protegidas e ajuda a reduzir a ansiedade.

 

Nós, cá em casa, tentamos cumprir uma rotina de hora de ir para a cama. Mais uma vez, nada muito rígido ou inflexível, apenas uma forma de acalmar os ânimos de modo a que adormeçam com mais facilidade e tenham um sono mais tranquilo.

Uma das técnicas infalíveis é uma história antes de adormecer. Cada noite, um dos filhos tem direito a escolher 3, 2, 1, cama.jpga história. “Hoje é o meu dia!” costumam dizer cheios de entusiasmo mas às vezes também gosto de ser eu. Se há dias em que a escolha da história é crucial, há outros em que só queremos mesmo arranjar maneira de ficar os três ou os quatro encaixados no sofá, nos últimos mimos do dia. O contador de histórias de serviço também vai variando entre mim e a filha mais velha que já faz uma boa leitura autónoma.

Deixo aquiabzzzz.jpg duas sugestões de livros sobre o tema. São completamente diferentes entre si, quer o tipo de livro, a própria história bem como as ilustrações. Mas gosto dos dois e os filhos também: ABzzzz (Planeta Tangerina) e 3, 2, 1 Cama (Minutos de Leitura).

Por agora só me resta desejar boa noite e bons sonhos…

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