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Já há alguns anos que optámos por mandar comida de casa para a escola. Desta forma conseguimos ter melhor noção do que eles comem em termos de quantidade e de qualidade, além de que conseguimos reduzir um pouco os custoslancheiras.jpg no orçamento familiar. Nem sempre é fácil porque queremos variar o mais possível, manter uma alimentação saudável (sem fundamentalismos mas com algum controle) e ainda respeitar os gostos dos dois!

Sou apenas uma Mãe (como tantas outras) que se preocupa com a alimentação. Por isso fui tentar aprender um pouco mais sobre este assunto, recolher informação e tirar algumas ideias. Não sou nutricionista, nem chef de cozinha, nem tenho nenhuma formação nestas áreas.

Deixo aqui uma pequena lista de ideias para as lancheiras. Sei que existem muitas outras, mas esta funcionam cá em casa e pode ser que vos ajudem a vocês também, por isso vou partilhar:

Lanche da manhã

Palitos de cenoura; mistura de frutos secos; fruta; mix de cereais tipo muesly (sem leite, só para petiscar); um queque ou umas bolachinhas caseiras.

Almoço

Comida aquecida no dia seguinte não tem que saber necessariamente a requentado. Evito os grelhados (isso, sim fica ressequido). Por exemplo, em vez de grelhar bifes de frango ou de peru, corto-os em tiras e salteio com legumes no wok. Em vez de peixe grelhado na chapa faço no forno. Faço muitos pratos no forno, estufados na panela de pressão (não precisam de gordura). Faço aproveitamentos tais como: o polvo à lagareiro transforma-se em salada de polvo (cozo legumes e batatas cortadas aos cubos, junto ovo cozido e o polvo também cortado); o peixe assado no forno que sobrou do jantar junto uma massa cozida e legumes vários também cozidos salteio tudo no wok; a carne assada que sobra corto aos bocadinhos e passa a fazer parte de uma carbonara (sem natas). E por aí em diante... É só usar a imaginação.

Lanche da tarde

Esta refeição é a minha maior dificuldade, pois não há muito por onde variar! Cereais, waffles (já fiz um post sobre eles no facebook), uma fatia de bolo caseiro (no máximo uma vez por semana). Ás vezes faço pão caseiro e vou variando o recheio (ver post 3... 2... 1... descolagem); Quando o pão é de compra embalo à parte queijo ou fiambre para poderem guardar no frigorifico e porem no pão só na hora do lanche.

Há alguma dicas que também gostaria de vos deixar: A fruta está sempre lavada ou arranjada, pronta a consumir (assim não há desculpas para não a comerem); tento ter atenção às quantidades: nem a mais para não estragar comida nem a menos para não os deixar com fome e terem que procurar outros petiscos; de vez em quando mandar um miminho (mesmo que não seja muito saudável) para não ficarem sempre a desejar o lanche dos outros; quando mando leite ou sumo ponho em copos de plástico com tampa, pois assim evito comprar pacotes individuais que ficam mais caros; as bolachas afins embalados individualmente são mais caros. Por isso compro embalagens maiores e ponho eu em caixas; apostar nas comidas caseiras (bolachas, queques, pão) é mais saudável e mais barato; utilizar açúcar amarelo e farinha integral. Quando cozinhamos o jantar, fazemos mais quantidade. Depois é só colocar em caixas de vidro com doses individuais e congelar. Desta forma não têm que levar sempre os restos do jantar do dia anterior; faço massa de scones e congelo já moldados. No dia anterior é só levar ao forno para cozer e temos scones para o lanche do dia seguinte (já agora aproveitamos um dia que vamos cozinhar alguma coisa no forno e fazemos dois em um!); tenho sempre em casa pão congelado. Assim é só descongelar no dia anterior e temos sempre pão fresco!

Como vêem, basta um bocadinho de organização e imaginação e tudo se faz!

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Estávamos as duas, mãe e filha, a meio de um projeto de trabalhos manuais caseiro. Corta aqui, cola acolá, um pincel com tinta para um acabamento deste lado, agora uns brilhantes e... pronto! Já está. Lá acabámos o nosso projeto de mais um fim de tarde chuvoso. “Está espetacular, mãe. Quando for crescer quero ser como tu e saber fazer trabalhos manuais” diz a filha mais velha. Encheu-me de orgulho, primeiro porque a minha filha acha que faço os melhores trabalhos manuais de todos os tempos (criança inocente!) e depois porque euzinha, pelos vistos, sou um modelo a seguir!

Fiquei a pensar nisso o resto do dia. Um modelo a seguir... há de chegar o dia (se é que não começou já) em que eles vão querer fazer sempre exatamente o contrario daquilo que nós dizemos. Há de chegar o dia em que ouço “Mãe, não percebes nada disso”. Mas por enquanto, não. Por enquanto “quando crescer quero ser como tu”! Vou saborear o momento.

20160521_192924.jpgUm modelo a seguir? Então isso quer dizer que todas as coisas que faço eles absorvem. Todas as vezes que faço as coisas bem eles estão lá sempre a observar e a registar. Isso é bom... quando estou no meu melhor. E quando não estou? Quando tenho os meus momentos e quebro, por alguma razão? Quando faço ou digo alguma coisa que sei que não devo, mas acho que ninguém viu, eles estão lá a observar e a registar... e, eventualmente, a repetir.

“Faz o que digo e não faças o que eu faço” é um ditado popular que não é aplicável nos filhos ou sequer crianças em geral. Eles aprendem muito mais depressa com as nossas ações e atitudes do que com qualquer sermão ou conversa, mesmo que tenha os argumentos mais válidos. Não vale a pena dizer que não podem andar aos gritos, quando eu própria estou a gritar! Não posso dizer para terem maneiras à mesa se eu e o pai não estivermos à mesa do jantar com eles a mostrar como se faz. Não vale a pena eu dizer que a escola e os trabalhos de casa são muito importantes, se nós não agirmos como tal.

Não vale a pena gastarmos as nossas palavras para os educar, se os nossos atos no dia a dia não corresponderem. Porque quando crescerem, eles vão ser como nós!

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Como mãe de duas crianças conheço alguma programação do Canal Panda ao Disney Channel, passando pelo Disney Junior. Conheço das séries mais infantis  às mais juvenis. Por isso quando no outro dia o meu filho me falou no “oto automático” do Ryder, eu pus o meu dicionário filhos / mãe a funcionar e percebi que ele falava do desenho animado da Patrulha Pata e estava-se a referir ao piloto automático do Ryder. Apressei-me a corrigi-lo e disse do alto da minha sabedoria de adulto: “não é oto automático; é pi-lo-to automático”. Silêncio...

A resposta não tardou e chegou em forma de pergunta: “eu é que mando na minha imaginação, não é?” respondi que sim, claro. “Então na minha imaginação eu posso dizer oto automático; eu é que mando”

E não é que tem razão! Porque é que tive logo o instinto de condicionar a imaginação. De dizer que não é assim, é assado. Claro que não vivemos no mundo da fantasia e as coisas não são todas como queremos ou feitas à nossa medida. Mas, se não for na infância, quando vai ter muitas mais oportunidades viver a imaginação e o faz de conta? É saudável e desejável que tenha capacidade de imaginar, criar, brincar ao faz de conta, sem estar sempre a ser censurado ou corrigido. Claro que é importante não perder a noção da realidade. Deve saber que se diz piloto automático mas pode querer dizer “oto automático”. Desde que perceba a diferença e saiba distinguir a realidade da imaginação.

“Mãe? Quando for adulto posso-me lembrar da minha imaginação?” Silêncio... outra vez (desta vez foi meu). E a resposta chegou com alguma emoção “Sim, filho. Nunca te esqueças da tua imaginação, especialmente quando fores adulto!”

imaginação.png

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Sou muito distraída. Mais do que distraída sou esquecida. Costumo sempre dizer que se não está escrito, não existe para mim e o marido gosta muito de gozar com os meus lembretes no telemóvel!

Os meus esquecimentos mais épicos aconteceram nas férias. Desde o tradicional esquecimento das escovas de dentes (este já é um clássico) até àquela vez em que fomos os quatro de férias de verão para uma casa com piscina na costa alentejana e eu me esqueci de pôr os calções de banho dos homens da casa na mala!

Mas houve um esquecimento em particular que deixou os filhos muito felizes. Fomos passar um fim de semana grande fora e eu esqueci-me dos ganchos e elásticos do cabelo da filha mais velha! E ela tem um cabelo lindo (sou a mãe, posso elogiar) mas que precisa de estar sempre preso com alguma coisa. E agora?... parei na loja do chinês mais perto (abençoadas lojas do chinês, uma em cada esquina). Entrei à procura de qualquer coisa para o cabelo quando paro no corredor do trapilho (sabem o que é, aquele fio de algodão que pode ter várias cores que se vende em rolos). Era trapilho nas prateleiras de alto a baixo ao longo de um corredor inteiro. Claro está que perdi a cabeça e comprei quase um de cada cor, porque tinha acabado de ter uma excelente ideia: fitas para o cabelo.

Cheguei a casa, eu e um saco cheio de trapilho. Fiz fitas para o cabelo em forma de tranças, de várias grossuras e combinações 20160224_185836.jpgde cores com a ajuda da minha filha. Quando nos cansámos ainda tínhamos muito trapilho. Por isso, mais uma ideia brilhante: fizemos uma cortina de trapilho para a entrada da casa (daquelas para impedir a entrada das moscas). Quando acabámos ainda tínhamos trapiporta-chaves.jpglho! Desta vez quem teve ideias brilhantes foram os filhos: fizeram comboios20160224_185910.jpg, cordas de saltar, canas de pesca, “prisões para os maus” e tudo o mais que a imaginação deles inventou. Foi um verdadeiro sucesso!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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