Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Penso que por norma sou consciente do meu papel como mãe, perante os meus filhos, não vou falar em relação à sociedade em geral. Recentemente li num blog que sigo (Em nome do Pai), um post sobre batizar ou não os filhos bebés. Sem falar aqui de religião, esse post e as respostas dadas puseram-me a pensar sobre o papel dos pais perante os filhos.

A forma como os pais e mães educam, as escolhas que fazem por e para os filhos, as ações, palavras, gestos, decisões, trazem consigo toda a “bagagem” genética e cultural da sua própria educação. E, ao fazer o melhor que sabem, pais e filhos... filhos e pais.jpgo que não implica ser perfeito, proporcionam aos filhos experiências e oportunidades para que eles as utilizem ao longo da vida – preferencialmente de forma sensata e consciente.

Por isso eu defendo que os filhos não são nossos, no sentido de propriedade. São-nos confiados com a missão de os ajudar e orientar na sua viagem pela vida fora, dotando-os das melhores “ferramentas”. E isso implica tomar decisões e fazer escolhas por eles enquanto não têm maturidade e idade para o fazer sozinhos.

Se as escolhas são acertadas? Se as decisões tomadas são as melhores? Se aquilo que é válido para nós também o é para os nossos filhos? Isso, só o tempo o dirá. Mas acredito que se os educarmos com consciência e coerência, tudo correrá pelo melhor…

Autoria e outros dados (tags, etc)

Cá continuo eu na minha busca por opções mais saudáveis de alimentação pois já há algum tempo que tento reduzir as quantidades de açúcar e produtos refinados na alimentação dos filhos. Não me entendam mal, não sou fundamentalista, os meus filhos também comem chocolate, gomas, douradinhos, pizzas ou batatas fritas porque não considero possível nem aceitável que eles não conheçam este tipo de comida, embora tento fazer desses casos a excepção e não a regra em termos de alimentação cá em casa.

 

 Confesso que às vezes esta é uma tarefa inglória pelos mais diversos motivos, mas isso fica uma conversa para outro dia! Como os filhos levam comida de casa para a escola, estou sempre à procura de opções diferentes, especialmente para os lanches da manhã e da tarde. Por isso hoje venho partilhar uma receita de bolachas de aveia com maçã e frutos silvestres que servem perfeitamente para estes momentos. Esta receita foi inspirada numa conversa com uma amiga que me disse que fazia umas bolachas de aveia na bimby como se fosse um crumble. A minha cabeça, além da minha gula, não descansaram enquanto não arranjei uma forma de as fazer cá em casa, pois eu continuo a recusar deixar essa máquina entrar na minha casa.

Então é assim: IMG_20180405_120229.jpgjuntar 100g de flocos de aveia moídos, 100g de xarope de tâmara, 1 maçã reineta triturada e uma mão cheia de frutos vermelhos (eu usei framboesas). Amassar bem com as mãos, dispor num tabuleiro de ir ao forno forrado com papel vegetal e deixar cozer cerca de 20 minutos ou até estarem prontas. Ficam deliciosas e muito pouco calóricas. Para fazer o xarope de tâmara basta juntar 1 copo de tâmaras sem caroço, 1 copo de água e umas gotas de limão na liquidificadora até ficar uma pasta homogénea (pode-se guardar no frigorífico até 3 meses). Agora até logo, porque eu vou preparar as lancheiras dos filhos com umas belas bolachas de aveia e maçã.

Autoria e outros dados (tags, etc)

a arte de não fazer nada.jpg

Teho a certeza que se fosse uma criança hoje em dia era diagnosticada com hiperactividade! Não sei estar quieta, preciso sempre de ter um projecto entre mãos e a cabeça ocupada com planos e ideias! Não considero que esta característica seja necessariamente negativa nem considero que afecte o meu dia a dia. Sou assim e pronto.

Mas depois destas férias da páscoa fiz mais uma aprendizagem com os filhos: a importância de não fazer nada. Todos os dias ao pequeno almoço eu lhes dizia: “hoje vamos fazer…”, “os planos para hoje são…” ou então perguntava “o que querem fazer hoje?”. Quem nos acompanha através da página no Facebook viu que fizemos sempre imensas coisas diferentes, divertidas, mas quase sempre planeadas e pensadas. Por isso houve dias em que os filhos me disseram “podemos não fazer nada?” Para mim isso nunca era uma opção, mas apercebi-me que eles têm toda a razão.

Estar sem fazer nada é também muito importante. É nestes momentos que eles (e nós, adultos) conseguem parar para absorver e processar tudo o que se passa à sua volta. É importante para que os seus pensamentos divaguem e surjam ideias novas, tenham tempo para imaginar, criar. Estar sem fazer nada é importante para a concentração, porque uma mente hiperestimulada tem dificuldade em se concentrar e para a percepção corporal pois é nestes momentos de brincadeira livre que eles entendem como funciona o seu corpo, as suas possibilidades e limites. Já para não falar que se tornam mais autónomos e com maiores capacidades na resolução de problemas.

Tendo isto em mente tenho que aprender a não fazer nada de vez em quando e deixar os filhos fazer o mesmo… Até depois, porque agora vou ali para não fazer nada.

Autoria e outros dados (tags, etc)

As férias da páscoa estão quase a chegar e por aqui a expectativa já vai em alta. Como costuma acontecer durante as férias escolares, e para honrar a promessa que fiz quando comecei a trabalhar a partir de casa, os filhos não vão à escola durante duas semanas! Confesso que adoro os meus filhos e quero tirar o máximo de partido deles enquanto ainda posso e eles o querem, mas duas semanas praticamente sozinha com eles não é fácil, pelo que exige algum planeamento. Por isso comecei a escrever algumas ideias que me foram surgindo ou que fui encontrando nas minhas pesquisas pelas redes sociais e afins. E venho partilhar convosco com a noção que nem todas as famílias têm os filhos em casa nas férias, mas pelo menos ficam com uma pequena bases de dados de ideias para os dias em que não nos surgem ideias novas de coisas para fazer com eles.férias e agora.jpg

 

 - Pintar com legos (pôr tinta num prato, mergulhar os legos e estampar nas folhas).

- Pintar com gelo: miturar àgua com tinta (ou com corante alimentar, dependendo da idade das crianças) numa taça, encher um saco de plástico dauqeles próprios fazer gelo e levar ao congelador. Pode-se fazer várias cores, uma em cada saco. Quando estiver completamente congelado tira-se um cubo de gelo, um a uma e pinta-se na folha. A água vai secando, deixando só a tinta na folha

- Visita à biblioteca municipal da zona.

- Descobrir museus e monumentos da zona que muitas vezes são gratuitos ou a preços reduzidos e não sabíamos.

- Fazer projectos caseiros adiados há tempo demais (cá em casa vai ser um organizador para a secretária da filha mais velha com caixas de cartão e rolos de papel)!

- Uma ida ao cinema (há sempre filmes a estrear nesta época e lá em casa já houve o pedido para ir ver a idade da pedra).

- Fazer bolachas com formas e corta massas.

- Fazer jogos caseiros: escolher umas fotografias ou pedir aos filhos para fazerem desenhos todos do mesmo tamanho. Tirar uma fotocópia, colar numa cartolina e podemos fazer um jogo da memória. Labirintos com tampas de caixas de sapatos, paus de madeira (vendem-se na Staples ou no chinês) e uma bola feita de Jumpingclay.

- Fazer plasticina caseira e brincar com ela

- Cozinhar uma refeição especial, com entrada, prato principal, sobremesa. No nosso caso vamos ter o aniversário do filho mais novo, por isso vamos preparar a festa, com decorações e tudo.

- Fazer experiências científicas. Basta pôr num motor de busca como fazer um vulcão caseiro ou outras ideias e com ingredientes fáceis de encontar em casa ou mesmo no supermercado mais perto podemos fazer imensas experiências divertidas e educativas. No limite, se estivermos dispostos a gastar algum dinheiro, há duas optimas marcas no mercado: science 4 you e ambar science.

- Convidar amigos dos filhos para irem passar o dia lá a casa.

- Fazer um pic-nic, se o tempo o permitir...

 Enfim, a imaginação é o limite. Se tiverem ideias partilhem-nas também para acrescentar à lista!

Autoria e outros dados (tags, etc)

Viver a casa

08.01.18

 

 Este fim-de-semana estivemos a tirar a árvore de Natal. Voltámos a arrumar tudo no sítio a encher a caixa dos enfeites, fechá-la e arrumá-la até para o ano. E foi assim que encerrámos mais uma vivência das nossas vidas. A questão é que para voltar a preencher os espaços vazios deixados pelas decorações de natal decidimos abrir um (mini) baú onde guardamos velas, bases, pot pourri, taças e afins.  E por isso os filhos viraram decoradores de interiores a fazer arranjos para os diferentes cantos da casa (ficaram lindos, mas é só a opinião de uma mãe babada!)

Não sou nenhuma Martha Stewart da decoração de interiores, mas gosto de viver numa casa arranjadinha e bonita. Mas, por outro lado, não gosto de viver (e gosto ainda menos que os filhos sintam que vivem) num museu em que nada está pensado nem preparado para eles. Na sala há um canto com livros, alguns dos jogos, cartas e “tesouros” deles. Nos quartos tentámos pensar a disposição e a decoração para e com eles, na medida do possível.

quadro giz.jpgIsto tudo para vos dizer que a nossa casa não é apenas um conjunto de paredes para nos abrigar. É o local onde vivemos o nosso dia-a-dia, onde somos uma família. E para nos sentirmos EM CASA verdadeiramente ela tem que estar adaptada ao nosso estilo de vida e gosto. Por isso gostamos que os filhos participem na decoração da casa, gostamos de ter coisas feitas por eles. O que quer dizer que não temos uma casa digna de estar nas revistas de decoração e temos muitas vezes brinquedos, sapatos e outros objectos em sítios que não são supostos estar. Mas também quer dizer que os meus filhos sentem que esta é nossa casa, o nosso sítio especial onde sabemos que nos sentimos sempre bem.

Já diziam os Xutos e Pontapés: As saudades que eu já tinha / Da minha alegre casinha / Tão modesta quanto eu…

Autoria e outros dados (tags, etc)

Hoje escrevo com um misto de sentimentos. Durante estas últimas duas semanas estive de férias de natal com os filhos (numa delas o pai também estava... yeah!). Fizemos imensas coisas, como tiveram oportunidade de ver se foram acompanhando o nosso calendário do advento, tivemos momentos mais divertidos e outros menos fáceis, como deve acontecer com todas as famílias.

Tive dias em que só pensava "ainda bem que esta minha mudança de vida me permite ficar com os filhos de férias e aproveitar" e tive outros que pensei "se se continuam a portar assim amanhã vou pô-los à escola!". Enfim... o balanço final acabou por ser positivo e valeu bem a pena, como vale sempre ou isto de ter filhos não fazia sentido.

No entanto, e aqui é que entram os sentimentos mistos, hoje estou contente por eles terem voltado à escola, às suas actividades e rotinas diária e de eu ter oportunidade de retomar as minhas actividades profissionais que estiveram quase paradas, excepto nos momentos em que compensava a trabalhar à noite para de dia estar totalmente disponível para os filhos. Também fiquei contente de ver que os filhos iam bem para a escola, sem birras ou fitas, o que quer dizer que também para eles é bom estar de volta à sua actividade.

Mas a verdade é que quando estou com eles às vezes tenho vontade de os mandar de volta para a escola (ou às vezes até Marte!) e quando estão na escola às vezes tenho vontade de os deixar dormir até mais tarde e acordarem só para um sem número de actividades e brincadeiras que não envolvem de todo a escola ou qualquer outra obrigação ou horário!

IMG_20170307_111325.jpg

Mas penso que o meu amor aos meus filhos é isso mesmo: sempre incondicional mas nem sempre compreensível.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Ai o tempo passa tão depressa… faz mais de um mês que não vinha aqui ao blog mas andei pela página do facebook a contar as aventuras desta família. Não me levem a mal, mas na maioria das vezes o tempo escapa-me por entre os dedos e o telemóvel está sempre mais à mão!

Mas vamos ao que interessa: este mês de Dezembro andámos atarefados a planear e a viver o Natal da melhor forma possível. Optámos por fazer um calendário do advento com actividades para cumprir em cada dia. A ideia era viver o natal e fazer todos os dias actividades que à partida parecem banais mas que são importantes vivências e experiências para serem feitas em família. E por isso o nosso calendário do advento transforma-se em ideias para planos e projectos para o ano que vai agora começar.

24131468_893335177507172_8291823009439012792_n.jpg

Algumas ideias dão mais trabalho ou exigem mais paciência enquanto há outras que são pagas. Cada um sabe de si mas eu, enquanto puder escolher, prefiro gastar dinheiro em actividades, divertimento e cultura do que na farmácia ou outra coisa pior!

Por isso aqui vão as 25 propostas que fizeram parte do nosso calendário do advento, espero que vos sirvam de inspiração para porem em prática ao longo de 2018. Há algumas ideias que só resultam no Natal, mas com um pouco de imaginação podemos adaptá-las para qualquer altura do ano.

  1. Fazer a árvore de natal e decorar a casa. Pedir a ajuda da família para fazerem quadros ou outras peças de decoração para mudar um pouco a decoração da casa.
  2. Ir a lisboa ver as iluminações de Natal. Podemos sempre dar uma volta por lisboa (ou outra cidade à escolha) e ser turista por um dia!
  3. Comprar bens para doar ao Banco Alimentar contra a Fome. A solidariedade e entreajuda são valores que se devem mostrar e ensinar ao longo de todo o ano e não só na altura do Natal.
  4. Ler um livro.
  5. Jogar às cartas.
  6. Cozinhar um jantar em família. Já que temos que cumprir esta função quase todos os dias da semana porque não pedir a colaboração dos filhos… é uma forma de passarem tempo em família.
  7. Jantar pizza no sofá a ver um filme. As regras e o jantar sentados à mesa sem televisão deve ser a regra. Esta ideia é a excepção!
  8. Jogar jogos de tabuleiro. Bons e divertidos momentos em família são sempre bem-vindos e opções melhores do que tablets e afins.
  9. Fazer um concurso de dança. Quando estamos todos a precisar de descontrair e rir um pouco é a ideia ideal.
  10. Fazer um bolo. Não sei o que é mais divertido, se é fazer se comer… e como é caseiro não faz muito mal.
  11. Brincar com plasticina é um eterno clássico, nunca passa de moda e todas as crianças gostam (os adultos cá de casa também).
  12. Inventar uma história e escrevê-la. Faz bem a todos pôr a cabeça a funcionar e rir um pouco.
  13. Fazer um concurso de rolos de papel. Actividade mais simples e barata do que esta é difícil de arranjar. Tentar empilhar rolos de papel higiénico é uma ideia que à partida parece tonta e por isso é que é tão divertido. Confesso que andei 3 dias a apanhar rolos espalhados pela sala, mas valeu a pena!
  14. Andar de bicicleta. Exercício físico e ar puro… combinação ideal em qualquer altura. Patins, trotinete, triciclo e afins também servem.
  15. Andar na roda gigante. Esta é daquelas que só costuma haver mesmo nesta altura, por isso esperem até ao próximo natal!
  16. Doar roupa e brinquedos a uma instituição. Tal como o número 3, é sempre boa altura para fazer isto, mas fazer questão de que os filhos participem activamente e vão fazer a entrega também.
  17. Os filhos lêem uma história aos pais. É divertido inverter os papéis de vez em quando e põe a cabeça a funcionar.
  18. Visitar uma vila de natal. O que não falta são vilas bonitas por esse Portugal fora onde podemos ser turistas, mesmo (ou especialmente) sem ser Natal.
  19. Tomar o pequeno-almoço no café. Sei que não sai barato, mas é só de vez em quando.
  20. Ir ao teatro. Tal como o ponto anterior não é barato, mas enquanto puder escolher, eu escolho gastar dinheiro em cultura e não comprar outras coisas desnecessárias.
  21. Comer castanhas assadas, quentes e boas. Despachem-se porque a época delas está a acabar.
  22. Fazer uma pintura. Aguarelas, pincéis e folhas não devem faltar em todas as casas onde há crianças.
  23. Jogar às escondidas… outro clássico.
  24. Ajudar a preparar a cria de natal. Porque não pôr os filhos a participar nos preparativos de datas festivas como aniversários e outros. Dá-lhes a sensação de fazerem parte de algo e aprendem muito.
  25. Abrir os presentes todos e desfrutar muito. Para esta vão ter que esperar pelo próximo natal ou então pelo aniversário. Mas a verdade é que toda a gente gosta de receber presentes…

Depois disto só me resta desejar que o vosso Natal tenha sido bom, com tudo o que desejaram e que o ano de 2018 traga tudo o que precisam e ainda mais algumas coisas…

Autoria e outros dados (tags, etc)

As regras estão presentes no nosso dia a dia, na vida familiar, escolar, no trânsito e na sociedade em geral. Para mim faz-me sentido haver regras, acho que são a base estruturante das nossas vidas, balizam comportamentos, ajudam a definir limites, como tal, também são importantes nas vidas das crianças. Regras bem definidas, claras, mas sem exageros.

regras, sim... mas também para os adultos.pngMas hoje não é de regras para as crianças que vos vim aqui escrever. Nós, como adultos que impomos as regras às crianças, esquecemos-nos muitas vezes de as cumprir. Coisas tão básicas como pedir à criança que não nos interrompa quando estamos a falar, mas interrompemo-las constantemente sem darmos conta. Não deixar comer doces entre as refeições mas nós petiscamos alguma coisa sempre que entramos na cozinha! Estes são só dois exemplos muito simples mas que ilustram bem o que quero dizer e podia ocupar páginas e páginas disto, mas não me vou alongar.

Eu costumo dizer que há um tempo e sitio para tudo. Um tempo para brincar e outro estar quieto, para falar alto e gritar, cantar ou dançar e outros em que precisamos de silêncio. Esta conversa hoje porquê? Porque recentemente abracei um novo projecto profissional que me permite trabalhar na maioria das vezes a partir de casa. O que é óptimo, porque não tenho horários, posso trabalhar em casa o que dá jeito para cumprir o meu objectivo de acompanhar mais os meus filhos. Mas, ao mesmo tempo, é péssimo porque não tenho horários, porque o portátil está sempre ali à mão de semear e posso sempre responder a um e-mail ou escrever só mais uma ideia que acabei de ter. Por isso impus a mim própria regras e horários de trabalho que tento cumprir escrupulosamente e tenho conseguido… na maioria das vezes.

São regras simples mas que me permitem ficar verdadeiramente mais perto dos meus filhos, amigos, família. Por exemplo: há horas sagradas como a das refeições, do estudo, de fazer um puzzle ou a meio de um jogo em que fico em modo de “morri para o mundo exterior”. Quando vou buscar os filhos à escola, o telemóvel fica no carro! O computador fica guardado na pasta fora das “horas de trabalho” para que não haja tentações de o abrir e por aí em diante.

Por isso, como vêem as regras não são importantes e necessárias só para as crianças. Além de que se nós, os adultos, não soubermos cumprir regras como é que alguma vez as podemos incutir às crianças?

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Já andava com este tema aqui às voltas na minha cabeça e penso que nesta altura em que ainda estamos no início do ano lectivo e das actividades extra-curriculares, o tema vem bem a propósito. Eu ouço imensas famílias a dizer “vou pôr o meu filho a aprender inglês porque é muito importante para o futuro”, “vou pôr na informática porque é o que está a dar”. Não discordo, cada vez mais no mundo de hoje e no do amanhã a criança e futuro adulto precisa de dominar uma série de capacidades e técnicas e sou o mais possível a favor da expressão “de pequenino é que se torce o pepino”.

IMG_20171003_085203.jpg

MAS (e atenção que é um grande “mas”) criança nenhuma, e futuro adulto, vai conseguir ser completamente feliz e realizado se não tiver as competências mais básicas exigidas a um ser humano, que são competências pessoais e sociais. Por isso eu digo: antes do inglês, dos computadores e lhes exigir as melhores notas da turma, antes de exigir que seja sempre o melhor em tudo, ensinem os filhos a serem melhores pessoas. Essa é a  mais importante aprendizagem que eles podem ter e que lhes vai servir para a vida todas.

Li há uns dias no livro do Eduardo Sá, Querida Mãe, o seguinte e que me fez todo o sentido: “Crianças felizes não se tornam em metas curriculares para os pais. (…) Crianças felizes ligam orgulho, esperança e humildade. São valorizadas por aquilo que fazem bem, são corrigidas sempre que se enganam e repreendidas logo que não tentam. (…) Crianças felizes gerem cabeça, coração, corpo e alma; pais, irmãos, avós, tios e amigos; escola e brincar. Têm dores, têm medos, sonhos e projectos. E tudo isso ao mesmo tempo! Mas não são felizes se precisarem de ‘ser as melhores do mundo’. Para serem felizes, basta que sejam um bocadinho do melhor que há no mundo para quem só lhes quer bem.”

Autoria e outros dados (tags, etc)

...

26.09.17

Ainda há bem pouco tempo andava por aqui a "falar" sobre sair à rua, passear e aproveitar o que resta do bom tempo e, eis se não quando, encontro este livro do Planeta Tangerina que é uma preciosidade! Não o comprei para mim (ainda) mas já o folheei e adoro!

almanaque planeta tangerina.jpg

 

Autoria e outros dados (tags, etc)




Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D