Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Já há 11 anos que as nossas férias deixaram de ser a dois e deixaram de ser sinónimo de “dolce fare niente”. Passaram a ser mais movimentadas, mais barulhentas e com muito mais malas para transportar! Mas também são muito mais animadas, divertidas, com mais “aventuras” e peripécias próprias de uma família de quatro elementos… são perfeitamente imperfeitas, tal como nós. São sinónimo de dias agitados, cheios de energia, praia com direito a muita areia e banhos até depois de ficarem com os lábios roxos, viagens escolhidas com critérios mais child freindly, algumas cedências às vezes da parte dos pais e outras dos filhos, algumas birras de cansaço depois de dias inteiros de brincadeira ao ar livre sem horários nem restrições. São sinónimo de manhãs perguiçosas, de cumprir tradições próprias desta altura do ano, de mimos e cumplicidade, de bons momentos e de criar memórias, daquelas que ficam para a vida…

Mas para que tudo corra pelo melhor possível e porque normalmente passo algum tempo sozinha com os filhos, tento ter sempre alguns “truques na manga”, atividades, brincadeiras ou ideias para ajudar a tornar os dias ainda mais divertidos e evitar o “estejam quietos”, “não discutam”, “desliguem a televisão” ou a minha preferida “larguem o iPad”! Não sou nenhuma super mulher nem sequer uma mãe perfeita e não tenho uma imaginação infinita. Por isso gosto de conversar com outras pessoas para trocar ideias de passeios e sitios a visitar, sigo alguns blogs ou páginas do facebook para ter algumas ideias de coisas para fazer e, sobre tudo, ouço o que os meus filhos sobre o que gostariam de fazer.

Por isso hoje é a minha vez de deixar uma lista de ideias, espero que ainda vá a tempo das vossas férias. Algumas ideias são mais low-cost do que outras, algumas são mais adequadas para os mais velhos (pois os meus filhos têm 11 e 6 anos), mas outras são transversais a qualquer idade. É só preciso um pouco de imaginação, alguma paciência e muita vontade de querer ser feliz e de se divertir…

 

Cozinhar

cozinhar com ingredientes da época.jpg

 Ir ao mercado comprar produtos da época e cozinhá-los. É uma óptima oportunidade para conhecer melhor alguns alimentos, experimentar e descobrir novos sabores e texturas. Além de que há poucas coisas mais divertidas do que passar uma tarde na cozinha com os filhos a fazer experiências culinárias. Confesso que a parte de que menos gosto é quando deixam as limpezas para mim, mas também faz parte.

 

Guerra de balões de água

IMG_20180730_162003.jpg

Não é a ideia mais ecológica, mas quando o calor aperta é uma óptima forma de refrescar e até de libertar algum stress de forma saudável. No fim apanhem os bocados de balão rebentados e deitem no contentor amarelo para conpensar um pouco o ambiente!...

 

Jogar às cartas

DSC00169.JPG

Eu sei que há imensos jogos de cartas para serem jogados on-line. Mas jogar com um baralho que não é virtual é muito mais giro. Este ano ensinei à minha filha a jogar paciência sozinha (porque nem sempre me apetece ou posso jogar às cartas com eles)… foi um sucesso

 

Trabalhos manuais

pintar com elementos da natureza.jpg

Adoro fazer trabalhos manuais com os filhos e confesso que a sujidade não me afeta, tudo se limpa. Os filhos adoram apanhar paus, pedras e outras coisas da natureza e, por isso juntamos as ideias e as vontades para pintar elementos da natureza.

 

Observar a natureza

passeio e pic nic.jpg

Hoje em dia há binóculos relativamente baratos à venda em muitas lojas. Que tal comprar uns (em vez de mais um carro ou uma boneca para juntar aos outros 350 que andam lá por casa perdidos) e fazer com eles uma caminhada num parque natural ou mesmo na cidade para observar tudo com “outros olhos”. Já agora porque não aproveitar e fazer um pic nic?

 

Ir à praia

IMG_20180807_151019.jpg

Esta é obvia… toda a gente quer ir à praia no verão. Mas eu sugiro ir “verdadeiramente” à praia e aproveitar tudo o que temos direito como faziamos quando éramos pequenos: atirar bolas de areia, fazer carreirinhas nas ondas, construir castelos com túneis e fossos de crocodilos, comer uma bola de berlim e ficar tão cheia de açúcar que só sai com mais uma mergulho no mar. Ficar na água até ao último minuto e ter que ir para casa a pingar! Garanto-vos que ninguem se vai esquecer do dia em que os pais pareciam crianças na praia!

 

Pintar t-shirts

t-shirt pintada.jpg

Quem tem no fundo do armário t-shirts dos filhos que já não estão nas melhores condições, levante o braço! Pois aqui vai uma ideia para as aproveitar, decorar as t-shirts (devem ser de algodão) com lápis de cera de duas formas: 1 recortar uma forma à escolha em folha de lixa, pintar com lápis de cera bem carregado. Virar a lixa com a parte pintada para o tecido e passar com o ferro de engomar bem quente por cima. 2. Afiar lápis de cera de várias cores, dispôr as aparas em cima do tecido a gosto. Tapar com uma folha de papel vegetal (pode ser de cozinha) e passar com o ferro bem quente. São horas de diversão com a vantagem que conseguimos disfarçar aquela nódoa na t-shirt que nunca mais saiu!

 

Maratona fotográfica

maratona de fotografia.jpg

Aviso já que esta não sai muito barata, mas é muito divertida. Dar a cada filho uma máquina descartável para levarem com eles a passar o dia (é bom que seja num dia em que vão fazer uma volta com vistas giras ou num sítio especial, com significado) e deixá-los fotografarem à sua vontade. No fim do dia põem as máquinas a revelar e, quando as fotos estiverem prontas, montar molduras ao seu gosto. Garanto-vos que é hilariante eles perceberem que não podem ver como ficou a fotografia, que têm um número limitado de fotografias e que não as podem apagar, que têm que rodar o botão para passarem para a fotografia seguinte e, finalmente, que demoram 2 DIAS a serem reveladas (“Mãe, o que é relevar as fotografias? É como imprimir?”)…

 

Aqui ficaram apenas alguma ideias para vos dar um ponto de partida. A imaginação (a vossa e a deles) é o limite. Só não vale stressar porque a casa ou as crianças estão sujas, porque se podem magoar ou outras preocupações que muitas das vezes ocupam demaisiado espaço na nossa cabeça. O segredo é descontrair e aproveitar porque as férias de verão só acontecem uma vez por ano. E não sei quanto a vocês, mas as minhas melhores recordações de infância estão quase todas ligadas às “férias grandes”, como lhes chamávamos. Agora podem já não ser grandes, mas não há razões para não serem muito boas!

Autoria e outros dados (tags, etc)

Este últimos dias (... semanas) tenho tido o novo livro do Daniel Sampaio "Do telemóvel para o mundo - pais e adolescentes no tempo da internet" entre mãos. Sempre que consigoum tempinho (e lá está a razão para estar a demorar umas semanas) abro o livro e delicio-me com mais uma pérolas de sabedoria. Constato com alegria que algumas das coisas que leio penso para mim "Ah, também penso assim!". Mas confesso que muitas outras são uma lufada de ar fresco e óptimas para pôr as coisas em perspectiva.

Ainda não temos adolescentes cá em casa, mas temos uma pré-adolescente e há que prevenir e preparar o que aí vem. Por falar nisso o Daniel Sampaio vai nos dizendo ao longo de todo o livro que tudo começa e se prepara na inância "(...) torna-se assim evidente como as práticas parentais têm importância nas atitudes e comportamentos dos mais novos (...) ". Permitam-me a liberdade de extrapolar estas palavras pois esta é uma ideia da qual sou umrelógio002.jpga acérrima defensora. Como profissional da educação, em especial da infância, como mãe e como pessoa sempre defendi que frases como "coitadinho, é pequenino", "tem tempo para aprender", "não tem idade para perceber" são desculpas e formas de adiar o inadiável.

Os bebés e crianças percebem muito mais do que os pais e restante comunidade diz ou sequer pensa. A influência dos pais e familia começas desde cedo na vida da criança. Não me interpretem mal, não quero com isto debater temas como co-sleeping, ou se exite "colo a mais" e outras questões existênciais da maternidade e paternidade. O que quero dizer é que quando assumimos um estilo de educação devemos segui-lo até ao fim e não esperar que a criança cresca para a começar a educar, impor regras, limites ou quaisquer outras crenças e ideais que queiramos transmitir.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Penso que por norma sou consciente do meu papel como mãe, perante os meus filhos, não vou falar em relação à sociedade em geral. Recentemente li num blog que sigo (Em nome do Pai), um post sobre batizar ou não os filhos bebés. Sem falar aqui de religião, esse post e as respostas dadas puseram-me a pensar sobre o papel dos pais perante os filhos.

A forma como os pais e mães educam, as escolhas que fazem por e para os filhos, as ações, palavras, gestos, decisões, trazem consigo toda a “bagagem” genética e cultural da sua própria educação. E, ao fazer o melhor que sabem, pais e filhos... filhos e pais.jpgo que não implica ser perfeito, proporcionam aos filhos experiências e oportunidades para que eles as utilizem ao longo da vida – preferencialmente de forma sensata e consciente.

Por isso eu defendo que os filhos não são nossos, no sentido de propriedade. São-nos confiados com a missão de os ajudar e orientar na sua viagem pela vida fora, dotando-os das melhores “ferramentas”. E isso implica tomar decisões e fazer escolhas por eles enquanto não têm maturidade e idade para o fazer sozinhos.

Se as escolhas são acertadas? Se as decisões tomadas são as melhores? Se aquilo que é válido para nós também o é para os nossos filhos? Isso, só o tempo o dirá. Mas acredito que se os educarmos com consciência e coerência, tudo correrá pelo melhor…

Autoria e outros dados (tags, etc)

Cá continuo eu na minha busca por opções mais saudáveis de alimentação pois já há algum tempo que tento reduzir as quantidades de açúcar e produtos refinados na alimentação dos filhos. Não me entendam mal, não sou fundamentalista, os meus filhos também comem chocolate, gomas, douradinhos, pizzas ou batatas fritas porque não considero possível nem aceitável que eles não conheçam este tipo de comida, embora tento fazer desses casos a excepção e não a regra em termos de alimentação cá em casa.

 

 Confesso que às vezes esta é uma tarefa inglória pelos mais diversos motivos, mas isso fica uma conversa para outro dia! Como os filhos levam comida de casa para a escola, estou sempre à procura de opções diferentes, especialmente para os lanches da manhã e da tarde. Por isso hoje venho partilhar uma receita de bolachas de aveia com maçã e frutos silvestres que servem perfeitamente para estes momentos. Esta receita foi inspirada numa conversa com uma amiga que me disse que fazia umas bolachas de aveia na bimby como se fosse um crumble. A minha cabeça, além da minha gula, não descansaram enquanto não arranjei uma forma de as fazer cá em casa, pois eu continuo a recusar deixar essa máquina entrar na minha casa.

Então é assim: IMG_20180405_120229.jpgjuntar 100g de flocos de aveia moídos, 100g de xarope de tâmara, 1 maçã reineta triturada e uma mão cheia de frutos vermelhos (eu usei framboesas). Amassar bem com as mãos, dispor num tabuleiro de ir ao forno forrado com papel vegetal e deixar cozer cerca de 20 minutos ou até estarem prontas. Ficam deliciosas e muito pouco calóricas. Para fazer o xarope de tâmara basta juntar 1 copo de tâmaras sem caroço, 1 copo de água e umas gotas de limão na liquidificadora até ficar uma pasta homogénea (pode-se guardar no frigorífico até 3 meses). Agora até logo, porque eu vou preparar as lancheiras dos filhos com umas belas bolachas de aveia e maçã.

Autoria e outros dados (tags, etc)

a arte de não fazer nada.jpg

Teho a certeza que se fosse uma criança hoje em dia era diagnosticada com hiperactividade! Não sei estar quieta, preciso sempre de ter um projecto entre mãos e a cabeça ocupada com planos e ideias! Não considero que esta característica seja necessariamente negativa nem considero que afecte o meu dia a dia. Sou assim e pronto.

Mas depois destas férias da páscoa fiz mais uma aprendizagem com os filhos: a importância de não fazer nada. Todos os dias ao pequeno almoço eu lhes dizia: “hoje vamos fazer…”, “os planos para hoje são…” ou então perguntava “o que querem fazer hoje?”. Quem nos acompanha através da página no Facebook viu que fizemos sempre imensas coisas diferentes, divertidas, mas quase sempre planeadas e pensadas. Por isso houve dias em que os filhos me disseram “podemos não fazer nada?” Para mim isso nunca era uma opção, mas apercebi-me que eles têm toda a razão.

Estar sem fazer nada é também muito importante. É nestes momentos que eles (e nós, adultos) conseguem parar para absorver e processar tudo o que se passa à sua volta. É importante para que os seus pensamentos divaguem e surjam ideias novas, tenham tempo para imaginar, criar. Estar sem fazer nada é importante para a concentração, porque uma mente hiperestimulada tem dificuldade em se concentrar e para a percepção corporal pois é nestes momentos de brincadeira livre que eles entendem como funciona o seu corpo, as suas possibilidades e limites. Já para não falar que se tornam mais autónomos e com maiores capacidades na resolução de problemas.

Tendo isto em mente tenho que aprender a não fazer nada de vez em quando e deixar os filhos fazer o mesmo… Até depois, porque agora vou ali para não fazer nada.

Autoria e outros dados (tags, etc)

As férias da páscoa estão quase a chegar e por aqui a expectativa já vai em alta. Como costuma acontecer durante as férias escolares, e para honrar a promessa que fiz quando comecei a trabalhar a partir de casa, os filhos não vão à escola durante duas semanas! Confesso que adoro os meus filhos e quero tirar o máximo de partido deles enquanto ainda posso e eles o querem, mas duas semanas praticamente sozinha com eles não é fácil, pelo que exige algum planeamento. Por isso comecei a escrever algumas ideias que me foram surgindo ou que fui encontrando nas minhas pesquisas pelas redes sociais e afins. E venho partilhar convosco com a noção que nem todas as famílias têm os filhos em casa nas férias, mas pelo menos ficam com uma pequena bases de dados de ideias para os dias em que não nos surgem ideias novas de coisas para fazer com eles.férias e agora.jpg

 

 - Pintar com legos (pôr tinta num prato, mergulhar os legos e estampar nas folhas).

- Pintar com gelo: miturar àgua com tinta (ou com corante alimentar, dependendo da idade das crianças) numa taça, encher um saco de plástico dauqeles próprios fazer gelo e levar ao congelador. Pode-se fazer várias cores, uma em cada saco. Quando estiver completamente congelado tira-se um cubo de gelo, um a uma e pinta-se na folha. A água vai secando, deixando só a tinta na folha

- Visita à biblioteca municipal da zona.

- Descobrir museus e monumentos da zona que muitas vezes são gratuitos ou a preços reduzidos e não sabíamos.

- Fazer projectos caseiros adiados há tempo demais (cá em casa vai ser um organizador para a secretária da filha mais velha com caixas de cartão e rolos de papel)!

- Uma ida ao cinema (há sempre filmes a estrear nesta época e lá em casa já houve o pedido para ir ver a idade da pedra).

- Fazer bolachas com formas e corta massas.

- Fazer jogos caseiros: escolher umas fotografias ou pedir aos filhos para fazerem desenhos todos do mesmo tamanho. Tirar uma fotocópia, colar numa cartolina e podemos fazer um jogo da memória. Labirintos com tampas de caixas de sapatos, paus de madeira (vendem-se na Staples ou no chinês) e uma bola feita de Jumpingclay.

- Fazer plasticina caseira e brincar com ela

- Cozinhar uma refeição especial, com entrada, prato principal, sobremesa. No nosso caso vamos ter o aniversário do filho mais novo, por isso vamos preparar a festa, com decorações e tudo.

- Fazer experiências científicas. Basta pôr num motor de busca como fazer um vulcão caseiro ou outras ideias e com ingredientes fáceis de encontar em casa ou mesmo no supermercado mais perto podemos fazer imensas experiências divertidas e educativas. No limite, se estivermos dispostos a gastar algum dinheiro, há duas optimas marcas no mercado: science 4 you e ambar science.

- Convidar amigos dos filhos para irem passar o dia lá a casa.

- Fazer um pic-nic, se o tempo o permitir...

 Enfim, a imaginação é o limite. Se tiverem ideias partilhem-nas também para acrescentar à lista!

Autoria e outros dados (tags, etc)

Viver a casa

08.01.18

 

 Este fim-de-semana estivemos a tirar a árvore de Natal. Voltámos a arrumar tudo no sítio a encher a caixa dos enfeites, fechá-la e arrumá-la até para o ano. E foi assim que encerrámos mais uma vivência das nossas vidas. A questão é que para voltar a preencher os espaços vazios deixados pelas decorações de natal decidimos abrir um (mini) baú onde guardamos velas, bases, pot pourri, taças e afins.  E por isso os filhos viraram decoradores de interiores a fazer arranjos para os diferentes cantos da casa (ficaram lindos, mas é só a opinião de uma mãe babada!)

Não sou nenhuma Martha Stewart da decoração de interiores, mas gosto de viver numa casa arranjadinha e bonita. Mas, por outro lado, não gosto de viver (e gosto ainda menos que os filhos sintam que vivem) num museu em que nada está pensado nem preparado para eles. Na sala há um canto com livros, alguns dos jogos, cartas e “tesouros” deles. Nos quartos tentámos pensar a disposição e a decoração para e com eles, na medida do possível.

quadro giz.jpgIsto tudo para vos dizer que a nossa casa não é apenas um conjunto de paredes para nos abrigar. É o local onde vivemos o nosso dia-a-dia, onde somos uma família. E para nos sentirmos EM CASA verdadeiramente ela tem que estar adaptada ao nosso estilo de vida e gosto. Por isso gostamos que os filhos participem na decoração da casa, gostamos de ter coisas feitas por eles. O que quer dizer que não temos uma casa digna de estar nas revistas de decoração e temos muitas vezes brinquedos, sapatos e outros objectos em sítios que não são supostos estar. Mas também quer dizer que os meus filhos sentem que esta é nossa casa, o nosso sítio especial onde sabemos que nos sentimos sempre bem.

Já diziam os Xutos e Pontapés: As saudades que eu já tinha / Da minha alegre casinha / Tão modesta quanto eu…

Autoria e outros dados (tags, etc)

Hoje escrevo com um misto de sentimentos. Durante estas últimas duas semanas estive de férias de natal com os filhos (numa delas o pai também estava... yeah!). Fizemos imensas coisas, como tiveram oportunidade de ver se foram acompanhando o nosso calendário do advento, tivemos momentos mais divertidos e outros menos fáceis, como deve acontecer com todas as famílias.

Tive dias em que só pensava "ainda bem que esta minha mudança de vida me permite ficar com os filhos de férias e aproveitar" e tive outros que pensei "se se continuam a portar assim amanhã vou pô-los à escola!". Enfim... o balanço final acabou por ser positivo e valeu bem a pena, como vale sempre ou isto de ter filhos não fazia sentido.

No entanto, e aqui é que entram os sentimentos mistos, hoje estou contente por eles terem voltado à escola, às suas actividades e rotinas diária e de eu ter oportunidade de retomar as minhas actividades profissionais que estiveram quase paradas, excepto nos momentos em que compensava a trabalhar à noite para de dia estar totalmente disponível para os filhos. Também fiquei contente de ver que os filhos iam bem para a escola, sem birras ou fitas, o que quer dizer que também para eles é bom estar de volta à sua actividade.

Mas a verdade é que quando estou com eles às vezes tenho vontade de os mandar de volta para a escola (ou às vezes até Marte!) e quando estão na escola às vezes tenho vontade de os deixar dormir até mais tarde e acordarem só para um sem número de actividades e brincadeiras que não envolvem de todo a escola ou qualquer outra obrigação ou horário!

IMG_20170307_111325.jpg

Mas penso que o meu amor aos meus filhos é isso mesmo: sempre incondicional mas nem sempre compreensível.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Ai o tempo passa tão depressa… faz mais de um mês que não vinha aqui ao blog mas andei pela página do facebook a contar as aventuras desta família. Não me levem a mal, mas na maioria das vezes o tempo escapa-me por entre os dedos e o telemóvel está sempre mais à mão!

Mas vamos ao que interessa: este mês de Dezembro andámos atarefados a planear e a viver o Natal da melhor forma possível. Optámos por fazer um calendário do advento com actividades para cumprir em cada dia. A ideia era viver o natal e fazer todos os dias actividades que à partida parecem banais mas que são importantes vivências e experiências para serem feitas em família. E por isso o nosso calendário do advento transforma-se em ideias para planos e projectos para o ano que vai agora começar.

24131468_893335177507172_8291823009439012792_n.jpg

Algumas ideias dão mais trabalho ou exigem mais paciência enquanto há outras que são pagas. Cada um sabe de si mas eu, enquanto puder escolher, prefiro gastar dinheiro em actividades, divertimento e cultura do que na farmácia ou outra coisa pior!

Por isso aqui vão as 25 propostas que fizeram parte do nosso calendário do advento, espero que vos sirvam de inspiração para porem em prática ao longo de 2018. Há algumas ideias que só resultam no Natal, mas com um pouco de imaginação podemos adaptá-las para qualquer altura do ano.

  1. Fazer a árvore de natal e decorar a casa. Pedir a ajuda da família para fazerem quadros ou outras peças de decoração para mudar um pouco a decoração da casa.
  2. Ir a lisboa ver as iluminações de Natal. Podemos sempre dar uma volta por lisboa (ou outra cidade à escolha) e ser turista por um dia!
  3. Comprar bens para doar ao Banco Alimentar contra a Fome. A solidariedade e entreajuda são valores que se devem mostrar e ensinar ao longo de todo o ano e não só na altura do Natal.
  4. Ler um livro.
  5. Jogar às cartas.
  6. Cozinhar um jantar em família. Já que temos que cumprir esta função quase todos os dias da semana porque não pedir a colaboração dos filhos… é uma forma de passarem tempo em família.
  7. Jantar pizza no sofá a ver um filme. As regras e o jantar sentados à mesa sem televisão deve ser a regra. Esta ideia é a excepção!
  8. Jogar jogos de tabuleiro. Bons e divertidos momentos em família são sempre bem-vindos e opções melhores do que tablets e afins.
  9. Fazer um concurso de dança. Quando estamos todos a precisar de descontrair e rir um pouco é a ideia ideal.
  10. Fazer um bolo. Não sei o que é mais divertido, se é fazer se comer… e como é caseiro não faz muito mal.
  11. Brincar com plasticina é um eterno clássico, nunca passa de moda e todas as crianças gostam (os adultos cá de casa também).
  12. Inventar uma história e escrevê-la. Faz bem a todos pôr a cabeça a funcionar e rir um pouco.
  13. Fazer um concurso de rolos de papel. Actividade mais simples e barata do que esta é difícil de arranjar. Tentar empilhar rolos de papel higiénico é uma ideia que à partida parece tonta e por isso é que é tão divertido. Confesso que andei 3 dias a apanhar rolos espalhados pela sala, mas valeu a pena!
  14. Andar de bicicleta. Exercício físico e ar puro… combinação ideal em qualquer altura. Patins, trotinete, triciclo e afins também servem.
  15. Andar na roda gigante. Esta é daquelas que só costuma haver mesmo nesta altura, por isso esperem até ao próximo natal!
  16. Doar roupa e brinquedos a uma instituição. Tal como o número 3, é sempre boa altura para fazer isto, mas fazer questão de que os filhos participem activamente e vão fazer a entrega também.
  17. Os filhos lêem uma história aos pais. É divertido inverter os papéis de vez em quando e põe a cabeça a funcionar.
  18. Visitar uma vila de natal. O que não falta são vilas bonitas por esse Portugal fora onde podemos ser turistas, mesmo (ou especialmente) sem ser Natal.
  19. Tomar o pequeno-almoço no café. Sei que não sai barato, mas é só de vez em quando.
  20. Ir ao teatro. Tal como o ponto anterior não é barato, mas enquanto puder escolher, eu escolho gastar dinheiro em cultura e não comprar outras coisas desnecessárias.
  21. Comer castanhas assadas, quentes e boas. Despachem-se porque a época delas está a acabar.
  22. Fazer uma pintura. Aguarelas, pincéis e folhas não devem faltar em todas as casas onde há crianças.
  23. Jogar às escondidas… outro clássico.
  24. Ajudar a preparar a cria de natal. Porque não pôr os filhos a participar nos preparativos de datas festivas como aniversários e outros. Dá-lhes a sensação de fazerem parte de algo e aprendem muito.
  25. Abrir os presentes todos e desfrutar muito. Para esta vão ter que esperar pelo próximo natal ou então pelo aniversário. Mas a verdade é que toda a gente gosta de receber presentes…

Depois disto só me resta desejar que o vosso Natal tenha sido bom, com tudo o que desejaram e que o ano de 2018 traga tudo o que precisam e ainda mais algumas coisas…

Autoria e outros dados (tags, etc)

As regras estão presentes no nosso dia a dia, na vida familiar, escolar, no trânsito e na sociedade em geral. Para mim faz-me sentido haver regras, acho que são a base estruturante das nossas vidas, balizam comportamentos, ajudam a definir limites, como tal, também são importantes nas vidas das crianças. Regras bem definidas, claras, mas sem exageros.

regras, sim... mas também para os adultos.pngMas hoje não é de regras para as crianças que vos vim aqui escrever. Nós, como adultos que impomos as regras às crianças, esquecemos-nos muitas vezes de as cumprir. Coisas tão básicas como pedir à criança que não nos interrompa quando estamos a falar, mas interrompemo-las constantemente sem darmos conta. Não deixar comer doces entre as refeições mas nós petiscamos alguma coisa sempre que entramos na cozinha! Estes são só dois exemplos muito simples mas que ilustram bem o que quero dizer e podia ocupar páginas e páginas disto, mas não me vou alongar.

Eu costumo dizer que há um tempo e sitio para tudo. Um tempo para brincar e outro estar quieto, para falar alto e gritar, cantar ou dançar e outros em que precisamos de silêncio. Esta conversa hoje porquê? Porque recentemente abracei um novo projecto profissional que me permite trabalhar na maioria das vezes a partir de casa. O que é óptimo, porque não tenho horários, posso trabalhar em casa o que dá jeito para cumprir o meu objectivo de acompanhar mais os meus filhos. Mas, ao mesmo tempo, é péssimo porque não tenho horários, porque o portátil está sempre ali à mão de semear e posso sempre responder a um e-mail ou escrever só mais uma ideia que acabei de ter. Por isso impus a mim própria regras e horários de trabalho que tento cumprir escrupulosamente e tenho conseguido… na maioria das vezes.

São regras simples mas que me permitem ficar verdadeiramente mais perto dos meus filhos, amigos, família. Por exemplo: há horas sagradas como a das refeições, do estudo, de fazer um puzzle ou a meio de um jogo em que fico em modo de “morri para o mundo exterior”. Quando vou buscar os filhos à escola, o telemóvel fica no carro! O computador fica guardado na pasta fora das “horas de trabalho” para que não haja tentações de o abrir e por aí em diante.

Por isso, como vêem as regras não são importantes e necessárias só para as crianças. Além de que se nós, os adultos, não soubermos cumprir regras como é que alguma vez as podemos incutir às crianças?

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)




Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D


Favoritos