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Estávamos as duas, mãe e filha, a meio de um projeto de trabalhos manuais caseiro. Corta aqui, cola acolá, um pincel com tinta para um acabamento deste lado, agora uns brilhantes e... pronto! Já está. Lá acabámos o nosso projeto de mais um fim de tarde chuvoso. “Está espetacular, mãe. Quando for crescer quero ser como tu e saber fazer trabalhos manuais” diz a filha mais velha. Encheu-me de orgulho, primeiro porque a minha filha acha que faço os melhores trabalhos manuais de todos os tempos (criança inocente!) e depois porque euzinha, pelos vistos, sou um modelo a seguir!

Fiquei a pensar nisso o resto do dia. Um modelo a seguir... há de chegar o dia (se é que não começou já) em que eles vão querer fazer sempre exatamente o contrario daquilo que nós dizemos. Há de chegar o dia em que ouço “Mãe, não percebes nada disso”. Mas por enquanto, não. Por enquanto “quando crescer quero ser como tu”! Vou saborear o momento.

20160521_192924.jpgUm modelo a seguir? Então isso quer dizer que todas as coisas que faço eles absorvem. Todas as vezes que faço as coisas bem eles estão lá sempre a observar e a registar. Isso é bom... quando estou no meu melhor. E quando não estou? Quando tenho os meus momentos e quebro, por alguma razão? Quando faço ou digo alguma coisa que sei que não devo, mas acho que ninguém viu, eles estão lá a observar e a registar... e, eventualmente, a repetir.

“Faz o que digo e não faças o que eu faço” é um ditado popular que não é aplicável nos filhos ou sequer crianças em geral. Eles aprendem muito mais depressa com as nossas ações e atitudes do que com qualquer sermão ou conversa, mesmo que tenha os argumentos mais válidos. Não vale a pena dizer que não podem andar aos gritos, quando eu própria estou a gritar! Não posso dizer para terem maneiras à mesa se eu e o pai não estivermos à mesa do jantar com eles a mostrar como se faz. Não vale a pena eu dizer que a escola e os trabalhos de casa são muito importantes, se nós não agirmos como tal.

Não vale a pena gastarmos as nossas palavras para os educar, se os nossos atos no dia a dia não corresponderem. Porque quando crescerem, eles vão ser como nós!

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